Ministério do Trabalho proíbe demissão por justa causa de trabalhador sem certificado de vacinação contra COVID-19

  • Aplicação: Território nacional
  • Conteúdo: O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E PREVIDÊNCIA, no uso das atribuições que lhes conferem o Decreto n° 10.761, de 2 de agosto de 2021, e o inciso II do parágrafo único do art. 87 da Constituição.
  • Base Legal: PORTARIA MTP N° 620, DE 01 DE NOVEMBRO DE 2021 (DOU de 01.11.2021 – Edição Extra)
  • Vigência: a partir de 01/11/2021

Confira as atualizações dos decretos da sua cidade.

O Ministério de Estado do Trabalho e Previdência, por meio da Portaria MTP N° 620/2021, determina que é proibido ao empregador, na contratação ou na manutenção do emprego do trabalhador, exigir quaisquer documentos discriminatórios ou obstativos para a contratação, especialmente comprovante de vacinação, certidão negativa de reclamatória trabalhista, teste, exame, perícia, laudo, atestado ou declaração relativos à esterilização ou a estado de gravidez.

Considera-se prática discriminatória a obrigatoriedade de certificado de vacinação em processos seletivos de admissão de trabalhadores, assim como a demissão por justa causa de empregado em razão da não apresentação de certificado de vacinação.

O empregador deve estabelecer e divulgar orientações ou protocolos com a indicação das medidas necessárias para prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão da COVID-19 nos ambientes de trabalho, incluindo a respeito da política nacional de vacinação e promoção dos efeitos da vacinação para redução do contágio da COVID-19.

Com a finalidade de assegurar a preservação das condições sanitárias no ambiente de trabalho, os empregadores poderão oferecer aos seus trabalhadores a testagem periódica que comprove a não contaminação pela Covid-19 ficando os trabalhadores, neste caso, obrigados à realização de testagem ou a apresentação de cartão de vacinação.

O rompimento da relação de trabalho por ato discriminatório dá direito à reparação pelo dano moral e faculta ao empregado optar entre:

  • A reintegração com ressarcimento integral de todo o período de afastamento, mediante pagamento das remunerações devidas, corrigidas monetariamente e acrescidas de juros legais;
  • A percepção, em dobro, da remuneração do período de afastamento, corrigida monetariamente e acrescida dos juros legais.

Clique aqui para visualizar na íntegra a Portaria MTP N° 620/2021

Este comunicado tem apenas caráter informativo, não constitui Parecer ou Opinião Legal, e não substitui o texto publicado oficialmente. A aplicação do seu conteúdo deve ser com base no texto publicado no diário oficial, devendo ser analisada cada situação e operação isoladamente. Devido às particularidades de suas operações contate o seu gerente de contas.

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São Paulo, 03 de novembro de 2021

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