Mesmo com cerca de 350 mil vagas abertas em todo o Brasil, os supermercados têm encontrado barreiras cada vez maiores para contratar e manter colaboradores.
O cenário reflete uma mudança no perfil dos trabalhadores, o crescimento do empreendedorismo jovem e a busca por maior flexibilidade na rotina. Fatores que impactam diretamente a força de trabalho do setor supermercadista.
Continue lendo e entenda mais desse novo desafio que o setor enfrenta!

Um setor em transformação
Tradicional porta de entrada para jovens no mercado formal, os supermercados perderam espaço.
Essa transformação de perfil profissional, somada à baixa taxa de desemprego, ajuda a explicar por que funções operacionais (como operador de caixa, repositor, açougueiro e atendente de loja) estão entre as mais difíceis de preencher.
Segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), cerca de 70% da força de trabalho do setor está concentrada em apenas 10 cargos, e a maioria dessas posições enfrenta escassez de mão de obra qualificada ou mesmo interessada.

Iniciativas para atrair talentos
Diante do cenário desafiador, o setor tem buscado alternativas criativas para atrair novos profissionais:
- Parcerias com o Exército Brasileiro: jovens que concluíram o serviço militar obrigatório estão sendo mapeados para preenchimento de vagas com perspectiva de desenvolvimento profissional.
- Inclusão de idosos: há uma aposta crescente na diversificação da força de trabalho, valorizando a experiência de pessoas com mais de 60 anos.
- Contratação por hora: o setor defende a regulamentação de jornadas mais flexíveis, adaptadas à realidade dos candidatos.
- Plataformas de recrutamento digital: como a Trampolim, lançada pelo Governo de São Paulo com apoio da APAS, que facilita o acesso às vagas e à elaboração de currículos.
- Melhoria nos benefícios: algumas redes passaram a oferecer vantagens extras como folgas no dia do aniversário, café da manhã/lanche da tarde e programas de capacitação, tentando tornar o ambiente mais atrativo.
Por que os supermercados não conseguem manter seus funcionários?
Além de contratar, manter colaboradores tem se tornado um obstáculo. Dados da FGV indicam que, em 2024, 38,5% das demissões no setor foram voluntárias. Muitos profissionais deixam seus empregos em busca de modelos mais autônomos de trabalho, como o empreendedorismo ou o trabalho como prestador de serviço.
Entre os jovens, essa tendência é ainda mais forte. Segundo o IBGE, entre 2013 e 2023, o número de brasileiros de 18 a 29 anos com o próprio negócio cresceu 23%. Apesar disso, apenas 8,6% atuam como empregadores de fato, o que pode indicar um desejo de autonomia, mas também condições de trabalho precarizadas fora da CLT.
Supermercados em busca de soluções sustentáveis
A crise de mão de obra tem levado inclusive ao adiamento da abertura de novas unidades, segundo relatos da própria APAS. Enquanto isso, algumas redes investem em automatização, como os caixas de autoatendimento (“self-checkout”), para compensar a falta de funcionários.
Mas a solução sustentável passa por um equilíbrio entre remuneração, benefícios, flexibilidade e desenvolvimento profissional.
O setor tem se mobilizado, com apoio de entidades como Abras, APAS e outras associações regionais, para buscar junto ao governo e à sociedade novos caminhos de inclusão, capacitação e valorização dos profissionais de supermercado.
Estratégia tributária eficiente para as redes de supermercados
Autor: João Caldas.
Afinal, como estão as oportunidades de trabalho nos supermercados?
Apesar do número expressivo de vagas, os supermercados brasileiros vivem um paradoxo do pleno emprego: falta gente disposta a ocupar os postos.
O setor, que sempre foi um dos maiores empregadores do país, precisa se adaptar às novas exigências do mercado de trabalho e às expectativas dos trabalhadores contemporâneos.
Na MG Contécnica, acompanhamos de perto essas transformações. Seja por meio de consultoria estratégica, redução de impostos dentro da legalidade e cumprimento das obrigações acessórias, seguimos lado a lado com nossos clientes do varejo supermercadista para transformar desafios em oportunidades.
